A Síndrome do Impostor

Já existem muitos artigos, vídeos, cursos, livros, pesquisas e outras fontes sobre esse termo inventado em 1978 por duas psicólogas, Pauline Rose Clance e Suzanne Imes, que nunca mencionaram a palavra “síndrome” especificamente. O meu objetivo aqui não é ir além na teoria, mas contar que eu já experimentei a sensação, li, assisti e ouvi sobre o Fenômeno do Impostor, trazendo também o que estou fazendo no sentido de reconhecer, aceitar, mudar e te recomendar algumas abordagens que eu conheço e me ajudam.

Para começarmos, tenho algumas perguntas pra você…

  • Você sente a sensação de ser incapaz de realizar algo e quando faz acha que tudo foi sorte ?
  • Tem medo que descubram que você não é tão bom no que faz e revelem que você é uma fraude?
  • Não reconhece as suas competências e o seu papel em algo que realiza?
  • Você acha que não merece reconhecimento por algo que fez?
  • Você se avalia como inferior aos outros por que acha que sabe menos?
  • Costuma se esforçar muito mais do que o seu normal ou procrastinar tarefas dando a desculpa que elas tem que ser perfeitas para serem mostradas aos outros?
  • Acha que o fracasso é inevitável?
  • Quer agradar a todos?
  • Fica se comparando aos outros?
  • Tem medo de se expor?

Se a sua resposta foi sim para algum dos itens acima ou conseguiu pensar em outras situações semelhantes e se identificou com isso, esse post é para você!

O fenômeno

O termo “síndrome”, do grego, se refere a um conjunto de sinais e sintomas que definem manifestações clínicas de uma ou mais doenças/condições clínicas e, portanto, não está correto ser utilizado para o Fenômeno do Impostor, apesar de ter sido popularizado e é muito conhecido dessa forma. Você e eu não estamos doentes por nos sentir assim.

Eu aprendi com o Somatório, assistindo uma de suas palestras, que existe um ciclo e ele funciona nessa ordem:

  1. Começa com você sendo escolhido para fazer algo de destaque e ai você se sente o máximo porque conseguiu chegar lá.
    • Exemplos: fazer uma live para várias pessoas, um tech talk ou palestra, escrever um artigo, post ou livro sobre qualquer assunto, ser responsável por construir um serviço que vai impactar muitas pessoas, algo nesse sentido.
  2. Você fica preocupado porque acha que vão descobrir que você não é capaz de fazer aquilo e todos vão descobrir que você é uma fraude.
    • Exemplos: ficar muito preocupado, se por pra baixo e pensar “eu não sei isso, só fico pesquisando e não sei fazer as coisas”, “vão descobrir que estou fingindo”.
  3. Você procrastina e/ou se prepara muito para executar.
    • Exemplos: “quando eu estiver bom nisso eu começo a fazer”, “Começo na segunda”, “Vou ler e reler esse negócio até decorar”.
  4. Você realiza com sucesso o que precisava e se sente o máximo novamente.
    • Exemplos: entregou o serviço, te aplaudiram na live/tech talk/palestra, recebeu feedbacks.
  5. Você se fecha para as coisas boas, não reconhecendo o valor delas e só presta atenção nas coisas ruins.
    • Exemplos: em feebacks com vários pontos positivos e poucos pontos a melhorar, tende a olhar só para os negativos e ignorar os positivos, olha só para os bugs (defeitos) e não enxerga a mudança positiva que o software causou na vida das pessoas.
    • Se você procrastinou, vai falar que foi sorte e, se você se preparou muito, vai dizer que foi só por causa disso e na hora real do “vamos ver” não iria conseguir fazer.
  6. Você se sente uma fraude, um “ganso de terno entre pinguins”, porque todo mundo é bom, menos você.
    • Exemplos: se sentir inferior aos outros ao seu redor porque acha que sabe menos e não merece estar entre eles.
    • Como você fez algo de destaque (lembre que você fez), a tendência é que você seja convidado a fazer algo com mais destaque ainda e ai o ciclo recomeça.

Olhando para a minha história, eu consigo me ver nesse ciclo em muitas ocasiões, mas muitas mesmo e ele vai e vem várias vezes, de tempos em tempos, não me livrei disso ainda e nem sei se vou me livrar um dia. No entanto, estudar sobre autoconhecimento me ajuda a reconhecer as emoções e sentimentos, a empatia me ajuda a canalizar essa energia para coisas grandiosas por um bem maior do que eu e isso me motiva a buscar um propósito de vida, que me ajuda a entender o meu papel no mundo.

Só pra você saber que não estamos sozinhos nessa, vou deixar uns nomes de uma galerinha que disse publicamente ou se encontrou algum relato, carta ou qualquer fonte escrita por elas dizendo que sofrem ou sofreram os efeitos desse fenômeno igual a gente:

  • Albert Einstein
  • Dra. Margaret Chan
  • Emma Watson
  • Jacob Kaplan-Moss
  • Jodie Foster
  • John Steinbeck
  • Kate Winslet
  • Natalie Portman

Ai você pode pensar… “Mas só tem fera ai… Acho que isso de fenômeno do impostor não pode ser pra mim, deve ser outra coisa, eu não sou tão bom assim… Essas pessoas não são fraudes, elas fizeram algo importante.”

Nesse sentido, como alguém que tem uma noção do sentimento pelo o que você passou ou está passando nesse ciclo, o que eu posso te recomendar é o que eu escrevi ali em cima e que tem me ajudado a me posicionar no mundo de uma outra forma, tentando me encontrar, reconhecer e entender que de impostor eu e você não temos absolutamente nada.

Para saber mais

Já conhecia o fenômeno do impostor? Me conta o que achou?

Espero que isso te ajude e se você tiver algo que queira me recomendar também, eu agradeço!

Se quiser conversar comigo sobre isso, estarei aqui também!

😉

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