Entrevistas – Desenvolvedor Java – Conclusão #17

Ufa… Chegamos juntos ao fim dessa série! Eu decidi fazer esse último post para encerrar o ciclo de preparação e aprendizado para entrevistas, contando para vocês um pouco mais sobre os meus motivos para escrevê-la e concluir o pensamento que tenho sobre o assunto.

Objetivo

Assim como eu disse no primeiro post, meu objetivo aqui nessa série sempre foi te ajudar a se preparar para enfrentar batalhas desafiadoras em entrevistas, utilizando a minha experiência profissional como base.

Legal… Esse é o meu objetivo, mas por quê? O que me motiva a escrever sobre isso?

Motivação

Nas minhas experiências, começar uma nova jornada em uma empresa sempre foi desafiador, desde tomar a decisão de ir em busca da oportunidade, na preparação mental, execução nas entrevistas e lidar com a ansiedade. Não é fácil se colocar em uma posição em que tem pessoas te avaliando por coisas que você sabe e por quem elas acham que você é. Em alguns momentos, eu acreditei apenas no meu potencial, fui para entrevistas sem receios e também sem me preparar para elas, super confiante. Muitas dessas vezes, “quebrei a cara” e perdi oportunidades que eu acho que gostaria de ter experimentado, já em outras, fui aprovado mesmo quando me senti incapaz para executar o que era necessário depois de sair da entrevista e achar que eu não estava a altura do cargo.

(Já ouviu falar do fenômeno do impostor? Pois é, esse sentimento de ser incapaz de fazer algo está muito relacionado a isso… Bem vindo(a) ao meu mundo… Falaremos mais disso em outro momento)

Não me entenda mal… Eu compreendo que ter perdido essas oportunidades me abriram outras portas, mudaram o meu caminho de alguma forma e sou grato pelo que me foi dado e conquistei até aqui. Contudo, eu não acredito estar pré-destinado a ser alguém ou fazer alguma coisa, ao invés disso, considero que construo o meu destino em todos os momentos e tudo depende de como eu foco (ou não foco) as minhas energias naquilo que eu sinto e acredito.

Eu sinto que posso fazer a diferença na vida das pessoas de uma forma positiva, uma das formas é contribuindo durante a jornada que decidiram seguir para construir os próprios destinos e isso me impulsiona a compartilhar as minhas experiências, conhecimentos, ensinar e aprender cada vez mais.

Eu já tive o desprazer de experimentar a sensação pessoal e ver pessoas com soft skills que me faziam acreditar no potencial delas e as querer no meu time serem desclassificadas em processos seletivos por falta de conhecimento técnico (hard skills) e isso é muito frustrante para mim, porque acho que qualquer um pode aprender qualquer hard skill, desde que tenha as soft skills certas e vontade de aprender.

A dura realidade é que esse meu sentimento e visão não é uma verdade na hora de muitas contratações e eu acho que não posso considerar apenas as minhas ideias para viver em sociedade ou trabalhar em um ambiente corporativo. Para contratar alguém, na maioria das vezes que vivenciei, foi necessário uma união entre os hard e soft skills para exercer uma ou mais funções em todas as organizações. Mesmo quando se trata de um nível de aprendiz ou estágio, os hard skills também influenciam na decisão e, infelizmente, as vezes muito mais do que os soft skills.

Aqui cabe aquela frase famosa…

“As pessoas são contratadas pelas suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelos seus comportamentos”

Peter Druker

Se essa afirmação é verdade, e na prática muitas vezes é, por que não olhar para comportamento nas contratações? É exatamente isso que eu busco fazer quando estou participando de entrevistas como entrevistador, mesmo quando sou convidado para avaliar apenas skills técnicas.

E isso não é só na hora de contratar!

Quando eu dedico tempo mentorando aprendizes, por exemplo, o que mais me importa é contribuir na formação dos soft skills que os ajudam a trabalhar quaisquer core skills (adaptação do termo soft skills, que ouvi da Marcela Sisiliani durante uma live que fizemos recentemente), nunca dando respostas prontas e sempre os levando a encontrar as próprias maneiras de fazer as coisas. Alguns ficam muito bravos comigo por esse meu jeito de ajudar (rs), mas eu acredito que a melhor forma de contribuir na formação de alguém é “ensinando a pescar”, ajudando a construir a “vara de pesca” ou mostrando como adquiri-la se tiver recursos financeiros disponíveis, e “dar o peixe” somente quando a pessoa está desesperada e, figurativamente, “morrendo”, mas depois de ter a necessidade de sobrevivência satisfeita, incentivar o aprender para o futuro.

Conclusão

Ao escrever essa série, tentei demonstrar as questões mais comuns que uso para entrevistar pessoas, colocar as minhas respostas para contribuir na jornada de cada Ser e eu acredito que elas podem servir como um guia para orientar e/ou inspirar na busca sobre cada tema que te interessar mais.

Não adianta decorar as minhas respostas e achar que vai passar nas entrevistas. Além de muitas delas serem baseadas na minha visão e experiência nos assuntos, algumas podem não fazer sentido algum para você e tudo bem, você pode (e deve) pensar, aprender e sentir as coisas do seu jeito!

Nas questões mais técnicas e objetivas, obviamente existem respostas certas e erradas, mas mais importante do que saber as respostas é saber fazer as perguntas certas para construir as melhores respostas que se aplicam ao contexto que você está vivendo.

Não estou desmerecendo, de forma alguma, aquilo que você conhece e estuda que é técnico, pois cada aprendizado nos leva a aprender mais, abrindo muitas portas e concedendo-nos oportunidades de evoluir, mas quanto mais você aprende, mais percebe que nunca vai saber tudo.

Então, para um desfecho dessa série, quero te incentivar a pensar sobre isso… Eu acredito que o comportamento que você teve para adquirir conhecimento, de fato, é muito mais importante do que aprender uma ferramenta nova. Eu vejo que atitude e comportamento são fatores muito importantes e que nos impulsionam a ser melhores a cada dia.

Me diz ai se gostou… Foi útil? Concorda ou discorda de alguma ideia? Comenta ai e vamos aprender mais juntos.

Espero ter te ajudado e sou grato por você ter me acompanhado até aqui 😉

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