Entrevistas – Desenvolvedor Java – Estudo / Atualização #13

Para desenvolvedores de software, uma das constantes que existem é que as tecnologias e os negócios evoluem, o mercado de trabalho muda e os profissionais e empresas precisam se manter atualizados. Não é sempre que estamos usando o melhor da tecnologia atual a todo momento no trabalho e ai é que pode entrar o diferencial dos estudos para mudar de emprego ou conseguir uma primeira oportunidade. Neste post irei descrever as minhas respostas e a motivação para as perguntas que costumo fazer sobre o tema “Estudo / Atualização”, mencionado no post #0 da série.

Motivação

Já parou para pensar que novas tecnologias são criadas a todo o instante? Por exemplo, enquanto eu estou escrevendo esse post, provavelmente alguém está criando ou evoluindo um framework por ai, inventando uma forma nova de resolver problemas, adaptando e lapidando soluções e conceitos antigos para problemas da atualidade.

Já percebeu também que muitos conceitos antigos ainda são utilizados? Por exemplo, olhe para o paradigma de programação orientado a objetos, ele não é tão jovem assim. E bancos de dados então? Será que os conceitos de Microservices foram criados há pouco tempo? Acho que já deu pra ter uma ideia.

Aprender conceitos e ferramentas são coisas diferentes e eu acredito que conhecer os conceitos que precedem a necessidade de criar ferramentas torna muito mais simples aprender qualquer uma delas.

A motivação para essas perguntas é conhecer a pessoa entrevistada melhor, entendendo o que e como ela faz para ser excelente naquilo que faz.

Perguntas

  • Como você se mantém atualizado?

Resposta: Os recursos que eu costumo utilizar na prática são cursos do Alura, Udemy e Pluralsight, leitura de livros, assinatura em alguns blogs de tecnologia que recebo por e-mail, trocas de experiência com colegas, escrever sobre o tema e/ou desenvolver uma POC no meu Github. Eu acho interessante e busco seguir o modelo de aprendizagem 70: 20: 10, adaptando para o meu momento, então aproximadamente 70% do meu aprendizado é trabalhando e experimentando no dia a dia, 20% é aprendendo com outras pessoas diariamente e 10% vem em cursos, leitura de artigos e livros, participação em eventos, vendo vídeos e compartilhando conhecimento. Eu criei uma rotina de estudos para esses últimos 10%, e busco priorizar o tempo disponível que vou usar para estudar em casa, considerando uma proporção parecida e focando a maior parte dos estudos no que eu preciso aprender para desempenhar bem o meu trabalho, um pouco menos de tempo focando no que eu vou precisar em um futuro próximo e a menor parte restante em assuntos diversos e de curiosidade minha, que nem sempre tem relação com o trabalho.

Dependendo da resposta dada para essa questão, algumas outras perguntas podem surgir tentando entender os métodos e recursos utilizados, mas não existe certo ou errado para isso, apenas métodos diferentes para evoluir.

O mercado de trabalho se adapta e troca as tecnologias que utiliza de tempos em tempos para ser mais competitivo, assim como as tecnologias surgem para atender a necessidades de todas as áreas. Por essa e outras razões, o profissional em T (T-shaped professional) tem ganhado cada vez mais espaço e, adaptando um pouco a ideia inicial do conceito popularizado na década de 1990, isso também se aplica no dia a dia de desenvolvedores que precisam conhecer um pouco de várias tecnologias (sendo generalistas, traço horizontal do T) e se especializando em algumas delas (sendo especialistas, traço vertical do T).

Se você quer saber quais competências técnicas o mercado está buscando, uma das formas é olhar para as milhões de vagas em aberto, verificar grades curriculares de cursos técnicos, universitários e pós-graduação em alta, entre outros meios de identificar as necessidades atuais em termos de tecnologia.

Eu gosto de deixar as minhas opções para estudar em aberto, mas tem algumas referências que eu costumo usar mais do que outras naturalmente e acredito que vale você pensar, experimentar e identificar por qual meio você aprende mais: livros, artigos, vídeos, cursos online ou presenciais, trocando ideias com colegas, indo em eventos, codando, caçando na internet, compartilhando o aprendizado e/ou qualquer outra fonte que te ajude a aprender mais, aprofundando o conhecimento até o nível que você considera necessário ou quer ter sobre o que está estudando.

De acordo com a pirâmide de aprendizagem de Glasser, nós retemos o conteúdo, ou aprendemos, 10% quando lemos, 20% quando escutamos, 30% quando observamos, 50% quando observamos e escutamos, 70% quando debatemos com alguém e 95% quando precisamos ensinar alguém sobre o tema estudado. Neste sentido, proponho que você faça uma reflexão sobre o que você realmente aprendeu e sabe, depois pense em qual é o recurso que mais te ajuda a aprender, questione se essa pirâmide faz sentido para você e comece a usar o que você acredita ser bom e que vai te ajudar.

Para saber mais

Gostou? Foi útil? Concorda ou discorda de algum ponto? Comenta ai e vamos aprender mais juntos.

Espero que te ajude 😉

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